Correndo após os 45…

Olá, gente! Quanto tempo!!! Fiquei adiando o momento de voltar a postar aqui, embora vá atualizando minha rotina lá no Instagram. Continuo correndo embora sem frequência definida e me mantenho por volta dos 4-5 km. Não voltei à musculação e lendo os posts antigos me dá até certa angústia de perceber que estou na mesma situação: querendo praticar mais vezes, perder barriga, etc… 

Porém hoje, o tema é corrida após os 45 anos… Completei 46 no último dia 7 (oh, vida!) e devo dizer que bastante coisa mudou desde meus primeiros passos na corrida, há uns 16 anos. A disposição, o metabolismo, o rendimento, a resistência. Tudo fica mais lento, mais penoso, e é preciso trabalhar a paciência e a determinação para não desistir.

Mas alguns aspectos  não mudaram: minha persistência e o bem estar pós treino. Quando saio para correr, vou correr. Posso começar com preguiça, com vontade de voltar pra casa durante o aquecimento, mas depois que dou as primeiras passadas, já era! Não volto, não diminuo o percurso (só em casos extremos), os problemas ficam para trás. Na pista, só há espaço para duas coisas: administrar a dor e manter o foco na chegada.

Dor? Claro! Não é porque estou habituada a correr que não sinta dores. Às vezes já estou cansada quando finalmente saio de casa. As pernas pesam, os braços doem. Outras vezes comi um pouco demais, o estômago incomoda, vem a azia.  Ou tomei pouca água, ou vesti a roupa errada, ou peguei vento contra… por aí vai. Mas o que importa é correr. Se eu tivesse essa mesma determinação em outras áreas da minha vida, com certeza estaria 100% melhor, até mesmo financeiramente. Na corrida, ninguém me tira o foco ou me desanima porque não estou ali para competir, para provar nada para ninguém.

Quanto ao foco, ele é muito necessário especialmente nos momentos de fadiga. A luta é contra sua mente, contra as peças que ela prega te dizendo que você não aguenta mais, que é melhor parar, que você não vai conseguir ou que hoje você podia correr um pouco menos… Quando chego nessa fase, costumo focar na respiração. Se estou sem fôlego, diminuo o ritmo das passadas e faço respirações marcadas: conto até 3 inspirando, depois mais 3 expirando. Até ficar menos ofegante.

Se for o caso de as pernas não aguentarem mais o esforço, procuro “sentir” qual a perna mais cansada e faço a impulsão com a outra. Também procuro mudar minha atenção para a paisagem, mover mais os braços, sentir a respiração… tirar o foco daquilo que incomoda e pode te travar pode ser de grande ajuda. Quando  dou por mim, já estou perto de casa!

E você, já passou dos 45? Como é sua corrida? O que mudou?

Deixo uma sugestão aqui para ampliar o tema (especialmente pelos comentários) e espero que você não desista só porque já percorreu quase metade do seu caminho nesta vida!

Nos vemos por aí!

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